Livres para Servir

[Read the devotional «Free To Serve» in English.]

Na Igreja primitiva, o peixe tornou-se um símbolo para os crentes. A palavra grega para peixe “Ιχθύς”, é um acrônimo de cinco palavras: Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. Durante os três primeiros séculos, quando a Igreja foi perseguida, este símbolo serviu para identificar os discípulos. Depois disso, a cruz tornou-se este emblema de identificação.

Mas, de maior importância, e o que identifica os crentes, em qualquer século é a servidão. Este “sinal” do discipulado não pode ser escrito numa parede ou usado como um ornamento, é um estilo de vida. É a lei de Deus gravada no coração e afeta todos os aspetos da vida da pessoa. Jesus confrontou o status quo, ao dizer: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos” (Marcos 9:35).

Foi uma afronta àqueles que desprezavam os servos. Ser servo ou escravo, era a última coisa que alguém desejaria. O maior desejo era ser como os romanos; estar no comando. O sucesso era medido pelo número de servos que uma pessoa tinha, e não em ser-se servo. Jesus também contrariou a ideia básica de servidão que diz: “Fazes algo por mim e eu faço algo por ti”, ou “Se eu coçar as tuas costas, tu coças as minhas.” Para ilustrar a importância de servir, Jesus agarrou uma bacia com água e uma toalha e começou a lavar os pés dos discípulos.

Pedro não gostou de ver o seu “modelo” a fazer algo tão humilde. Ele tentou impedir Jesus, mas, Jesus respondeu e disse que para estar ligado a Ele era necessário servir. O verdadeiro serviço é indiscriminado no seu ministério. Os hipócritas escolhem a quem servir. Tentam manter uma imagem de humildade, com atos de caridade e serviço de forma seletiva. Jesus ensinou, que para ser Seu discípulo, era necessário visitar os presos, alimentar os famintos e vestir os nus, sem nos preocuparmos com a atenção que podíamos obter por isto. É o serviço oculto que transforma os desejos da carne.

Richard Foster disse: “A carne reclama contra o serviço, mas grita contra o serviço oculto. Ela procura e esforça-se pela honra e reconhecimento. Ela vai conceber de forma subtil, meios religiosamente aceitáveis para chamar a atenção para o serviço prestado.”

Alguns anos atrás eu tive um sonho que me tirou da cama. O sonho era tão claro que eu sabia que era uma mensagem do Senhor. Sem entrar em todos os detalhes, uma parte foi muito clara para mim. No sonho, tinha sido dado à nossa igreja um antigo hospital, mas havia uma condição nesta dádiva, deveríamos tomar conta de 30 idosos, que permaneceriam lá. A igreja tornou-se viva, quando todos se dedicaram a servir estes queridos. Logo, iniciamos ministérios para os sem-abrigo, órfãos e pobres e a alegria em servir tornou-se o nosso estilo de vida.

Eu vi uma placa na parede que me chamou a atenção e dizia: “Aqui todos os ministérios são bem-vindos, mas em vez de te engrandecer, eles vão tornar-te pequeno.” O verdadeiro serviço liberta-nos da tirania do ego. É o desapego da nossa autonomia e egoísmo. A Madre Teresa disse: “Eu pertenço a Jesus. Ele deve ter o direito de me usar sem me consultar.” Ela foi exemplar no seu serviço e não tinha qualquer desejo de reconhecimento público.

Ao servir a Deus e aos outros, ficarás constantemente admirado com a liberdade que sentes. Servir é o amor em ação e em verdade, e o amor sobrepõe-se às palavras e conversas. Servir coloca a nossa vida em perspectiva. Define a nossa finalidade.

Se queres ser verdadeiramente livre, então, aprende a servir.

Escrituras Para Meditar
Filipenses 2:1-8; João 13:12-17; Colossenses 3:23-24; Mateus 20:26; I João 3:16-18

Publicado por

Pr. James Reimer

Pr. James Reimer

James Reimer nasceu em Fairbanks, Alaska, EUA. Apesar de ter sido criado num lar cristão, ele envolveu-se no tumulto da década de 60 e entrou na subcultura das drogas. Na véspera de 1971, em Starnberg, Alemanha, a sua vida mudou radicalmente ao ter um encontro com Jesus Cristo. Leia a biografia completa