O compromisso de Deus para a santidade

Quando pensamos em santidade, é muito comum pensarmos num conjunto de regras que devem ser cumpridas, ou ações que devemos evitar. Para muitos a santidade é vista como perfeição; é vista como um alvo digno, mas impossível de alcançar. Quem pensa assim tem como companhia constante a culpa, a condenação e os remorsos.
Cada crente quer ser santo tal como Deus é santo, mas é confrontado diariamente pela fragilidade humana e pela sua carnalidade. Para lidar racionalmente com esta luta interior, de querer ser santo e contudo falhar, muitos dividem o único Deus em três pessoas totalmente distintas e independentes. Eles associam que Deus Pai se relaciona com o Homem através da Sua severidade e justiça. O Filho relaciona-se com os homens através da graça, compaixão e perdão, e vêem o Espírito Santo como o ajudador e companheiro constante, pronto a levantá-los sempre que caem.
Se pensarmos desta forma transformamos Deus à nossa própria imagem. Quando estamos aborrecidos com as falhas e pecados que os outros cometem, aplicamos esta severidade e disciplina que se associa à imagem que temos de Deus. Mas, quando estamos a lidar com os nossos pecados e “atalhos”, então tomamos partido do perdão e compaixão do nosso Senhor Jesus Cristo. O Espírito Santo vem logo em nosso auxílio, mas não ao auxílio dos outros. Este paradigma leva-nos à hipocrisia e frustração. Nós devemos lembrar-nos que o Pai, o Filho, e o Espírito Santo não são apenas UM na Sua essência, mas também em ações. Nenhum age de forma independente do outro.
Em Génesis 1:26, Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, e à nossa semelhança…” A nossa criação, assim como a nossa salvação são uma obra conjunta da Trindade. Em Efésios 2:10, lemos: “Somos sua feitura criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” Se Deus Pai tem interesse na nossa santificação, então Jesus e o Espírito Santo também têm. Vamos olhar para 3 versículos que mostram esta unidade em propósito e obras.
Judas inicia com esta saudação: “… aos que foram santificados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo”. Paulo inicia a sua primeira carta aos Coríntios dizendo: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos…” E Pedro inicia a sua primeira carta desta forma: “… eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo.” Conseguem perceber a importância que Deus coloca na nossa santidade? As três pessoas da Trindade estão envolvidas em edificar uma igreja, assim como cada crente, sem “manchas” nem “rugas”.
A santidade de Deus foi-nos transmitida, assim como o Seu amor. A Sua justiça e fé são nossas em Cristo Jesus. Nós fomos feitos santos, feitos justos e o Seu amor e fé foram-nos dados. É o resultado de termos sido lavados e limpos pelo sangue de Jesus. A nossa santificação tem a ver com a presença de Deus nas nossas vidas. É um dom gratuito, mas com responsabilidade.
O amor foi derramado nas nossas vidas, mas temos que andar neste amor. A cada um foi dada uma medida de fé, mas temos que exercitar e viver pela fé. Nós fomos feitos santos e justos, mas temos que viver as nossas vidas nessa santidade. A graça é gratuita, mas não é barata, por isso vamos valorizar a santidade tal como Deus a valoriza. Vamos mostrar na nossa vivência diária a obra do Deus triúno em nós.

Escrituras Para Meditar
I Coríntios 1:2; Judas 1; I Pedro 1:2; Efésios 5:25-27; I Pedro 1:16; Colossenses 1:21-22

[Read the devotional «God’s Commitment to Holiness» in English.]

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