Comunhão

[Read the devotional «Fellowship» in English.]

A comunhão é de natureza espiritual e eleva-nos acima do resto do reino animal. A comunhão é apenas experimentada no contexto de uma aliança e representa a união de duas ou mais pessoas numa ligação que excede qualquer outra. A comunhão é a experiência do amor no seu sentido mais puro. Trata-se de transparência e acessibilidade, sem as habituais condições de reciprocidade ou vantagem. É o amor que é incondicional e abnegado. É mais do que dois companheiros no mesmo navio, é unidade.Como João, o apóstolo, escreve que a comunhão acontece quando andamos na luz (transparência), e quando o sangue de Jesus nos limpa de todo o pecado, (aliança), I João 1:9. Tenho viajado por muitos países e tenho estado em muitos ambientes e culturas diferentes, mas continuo a espantar-me, que haja no Corpo de Cristo, essa sensação de família e unidade. Mesmo quando não temos nada em comum, no natural, é como se nos conhecemos desde sempre. Isto é comunhão. Só o facto de conhecermos o Senhor Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, e de sabermos que o Seu sangue nos limpou de todo o pecado, é suficiente para colmatar o idioma, cultura ou lacunas políticas.

João escreve: “Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado,” (I João. 1:7). A comunhão nunca pode ser viral, deve ser pessoal. É a união de pessoas na presença de Deus. O escritor do livro de Hebreus exorta a Igreja a não abandonar a congregação, (congregar). Quando a Igreja se reúne num só lugar e com um propósito, o poder de Deus é derramado e cada discípulo é edificado na sua fé. Aqueles que negligenciam esta disciplina essencial e espiritual, muitas vezes são encontrados a naufragar na sua fé, (Hebreus. 10:25). A comunhão é essencial para a saúde espiritual. Não é uma cerimónia religiosa ou um ritual, é como respirar. Nós respiramos na presença de Deus e expiramos vida e encorajamento para os outros.

Imagina tentar viver sem respirar. O pecado rompe a comunhão. Ao longo dos anos que tenho pastoreado a igreja, tenho visto um padrão de comportamento para aqueles crentes que caem em pecado. A primeira experiência do amor de Deus, através do perdão dos pecados, restaura-os à comunhão com Deus e imediatamente sentem-se amados pela Igreja e unidos com todos os crentes. Mas, quando afastam os seus olhos do Senhor, começam a desviar-se e regressam aos antigos padrões de vida, perdem a sua paixão por Deus e o sentido de proximidade com o Corpo de Cristo. Tornam-se críticos e julgam a igreja pela falta de amor e por outras falhas. Já não se sentem ligados e começam a encontrar desculpas para ficar em casa. A comunhão é a nossa ligação espiritual com Deus e uns com os outros. Quando é quebrada, não há razão ou desejo de estar juntos.

Para compreendermos melhor, vamos desenhar um triângulo em que Deus está no topo e no fundo são os crentes em pontos opostos. Quanto mais se movem, os crentes em direção a Deus, mais próximos ficam uns dos outros. Esta é a chave para o crescimento em união; seja no casamento, na família ou na igreja. Quando tu tens comunhão com Deus vais ter comunhão com os outros.

Escrituras Para Meditar
I João 1:5-7; Efésios 4:3, 17-32; Mateus 19:19; I Coríntios 13; Hebreus 10:19-25

Publicado por

Pr. James Reimer

Pr. James Reimer

James Reimer nasceu em Fairbanks, Alaska, EUA. Apesar de ter sido criado num lar cristão, ele envolveu-se no tumulto da década de 60 e entrou na subcultura das drogas. Na véspera de 1971, em Starnberg, Alemanha, a sua vida mudou radicalmente ao ter um encontro com Jesus Cristo. Leia a biografia completa