Se o Meu povo

Nos últimos anos, foram escritos livros, canções e fundadas organizações de oração baseadas na revelação de um único versículo no Antigo Testamento, onde se lê: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus e perdoarei e sararei a sua terra” 2 Crónicas 7:14. Esta é uma promessa fantástica. É uma promessa de avivamento espiritual, uma promessa de restauração, de cura e de prosperidade. É a cura de feridas nacionais, o restabelecimento da justiça e da renovação dos valores bíblicos na sociedade, que governam o comportamento social. Este versículo indica que Deus quer fazer deste mundo um lugar seguro para se viver.

Se este é o desejo de Deus, o que impede que isso aconteça? A resposta está na frase de abertura: “Se o meu povo…”. isto quer dizer que Deus responsabiliza o Seu povo pelo estado da sua comunidade e nação. “Se o meu povo” quer dizer que Deus não fará nada sem o envolvimento do Seu povo. O povo de Deus é o Corpo de Cristo. Jesus é a cabeça, mas Ele precisa de um corpo para ser capaz de continuar a fazer a Sua obra aqui na terra. Se o corpo não obedece à cabeça, então nada acontece. Em vez de esperarmos no Senhor por um reavivamento e pela cura da nossa nação, vamos observar qual é a nossa responsabilidade neste assunto.

“Se o meu povo se humilhar…”. Humildade é enfrentar o pecado, não é escondê-lo ou fugir dele. Humildade é confessar o pecado e lidar com ele. Muitos crentes, quando pecam, tentam encobrir os seus pecados com boas obras, ou, quando o pecado é exposto, para não enfrentarem o embaraço, mudam de igreja. Em vez de receberem a graça e a cura, eles tentam esquecer o passado começando de novo noutro lugar. A humildade traz a exposição do pecado e o arrependimento verdadeiro. No mundo de hoje a imagem é tudo. São gastas fortunas para manter a imagem certa, contudo é a humildade que move a mão de Deus.

“Se o meu povo orar…”. Não tem havido avivamentos na história da Igreja, sem os precedentes de uma igreja fervorosa em oração. Embora a Igreja acredite na importância da oração, e promova com regularidade reuniões de oração, a tendência é serem as reuniões com menos assistência. Jesus disse “pedi e recebereis” (Mateus 7:7). Noutra passagem é dito: “Não tendes… porque não pedis” (Tiago 4:2). Em 1948, duas irmãs, Peggy e Christine Smith (de 84 e 82 anos de idade), começaram a orar por reavivamento na sua terra. As Ilhas Hébridas, ilhas no norte da Escócia, são escassamente povoadas e estão perto das rotas de navegação do Mar do Norte. O grupo de oração cresceu para 30 pessoas, que frequentemente oravam pela noite dentro por reavivamento. Numa madrugada, às 3h, Deus abriu os céus. Os que passavam por perto caíam de joelhos em arrependimento. Mesmo nos navios mercantes quando se aproximavam, as tripulações e os marinheiros experimentavam uma convicção de pecado e ajoelhavam-se em arrependimento. 

“Se o meu povo se converter dos seus maus caminhos…” A mudança no mundo, começa na Igreja. Muitas vezes, o Pastor César Castellanos disse: “Se tu mudares, o teu mundo vai mudar”. É tão fácil ser o meteorologista que olha para as condições ao seu redor e avisa os outros sobre a proximidade de tempestades e de condições climatéricas adversas. Em vez de sermos termómetros devemos ser termostatos. Vamos avivar (incendiar), as nossas vidas para o Senhor. Vamos ser fervorosos na oração e então, veremos o maior movimento de Deus que jamais ocorreu.

Escrituras Para meditar
II Crónicas 7:14; Efésios 1:22-23; Mateus 24:14, 28:19-20; Atos 4:23-31

[Read the devotional «If My People» in English.]

Devocional incluido na coleção 52 Devocionais.

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